Resposta direta
Mede-se por finalidade, não por volume. Cada rotina que consome dado de cliente precisa de uma finalidade registrada: base legal, prazo, responsável e o que é gravado. A medição compara três contagens no mesmo período: usos com finalidade declarada, usos sem registro e usos cuja finalidade não cobre o dado acessado. A terceira é a mais informativa e costuma passar despercebida, porque o sistema funciona. O indicador é uma razão entre usos sem registro e total de usos, acompanhada da lista de rotinas responsáveis pela diferença.
- Objetivo
- Explicar medição
- Formato indicado
- Workshop executivo
- Atualizado em
O que esta página acrescenta: Trata a lacuna como registro e responsabilidade, com uma razão entre uso sem finalidade e uso total, em vez de avaliar o modelo ou o fornecedor.
O que entra na contagem
A unidade de medida é a rotina, não a linha de dado. Cada job, agente ou consulta que lê base de cliente conta como um uso. O que se verifica é se existe finalidade declarada para aquele uso: base legal, categoria de dado acessado, prazo de retenção e responsável nomeado. Sem esses quatro campos registrados, o uso entra como não declarado, mesmo que pareça legítimo para quem opera.
O total de usos no período é o denominador. Ele vem do log de execução, não do relatório de negócio, porque o relatório costuma agregar e esconder rotinas de baixo volume e alta frequência. A diferença entre usos registrados e usos totais é o que a medição persegue.
Uso declarado e uso presumido
Boa parte da lacuna não é uso indevido, é uso presumido. A rotina lê o dado porque sempre leu, e ninguém revisitou a finalidade desde a implantação. Separar os dois exige ler o registro de cada rotina e comparar com o que ela acessa de fato: coluna a coluna, tabela a tabela.
O responsável pelo dado e o responsável pela rotina raramente são a mesma pessoa. A medição só fecha quando os dois assinam a mesma lista. Onde não há essa assinatura, o item fica aberto e conta.
O que o indicador não cobre
A razão mede registro, não adequação. Um uso com finalidade declarada pode ser inadequado ao dado acessado e ainda assim contar como conforme. A medição não julga se a finalidade é boa, se o prazo é razoável ou se o dado era necessário. Isso exige revisão humana, caso a caso.
Também não cobre dado fora de sistema, planilha local, cópia de trabalho ou saída de agente que sai do ambiente controlado. Se o uso não gera log, ele não aparece. A razão é um piso, não o total.
Recurso prático
Razão de uso sem finalidade declarada
RSN = UNS / UT, onde UNS é a contagem de usos sem finalidade registrada e UT é o total de usos no mesmo período
- UNS
- usos no período
- execuções que leram base de cliente sem os quatro campos obrigatórios registrados: base legal, categoria de dado, prazo e responsável
- UT
- usos no período
- total de execuções que leram base de cliente no período, extraído do log de execução
- janela
- dias
- período coberto pela contagem, idêntico no numerador e no denominador
O erro mais comum é medir volume de registro acessado em vez de número de rotinas. Uma rotina de baixo volume e alta frequência pode ser a única sem finalidade e desaparece numa média por linha de dado.
Sobre o que está escrito aqui
Conceitos relacionados: finalidade declarada · log de execução de rotina · base legal de tratamento · prazo de retenção · responsável pelo dado. Exemplos são ilustrativos. Não há cliente, resultado, preço, prazo ou certificação nesta página. Quando o formato indicado é Workshop executivo, ele descreve uma possibilidade de trabalho — a conversa inicial avalia contexto e aderência.
Para continuar
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