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Soluções · Governança e controle de automação

Dado pessoal em automação: onde falta base declarada

Como saber se uma automação trata dado pessoal sem base legal declarada?

Resposta direta

O diagnóstico começa pelo dado, não pelo robô. Para cada automação, listam-se os campos de dado pessoal que entram, a finalidade de cada um, a base legal prevista e quem responde por essa escolha. Falta base declarada quando o campo existe no fluxo, alguém usa o resultado, mas nenhum documento liga aquele dado a uma finalidade e a um responsável. O sinal mais confiável não é a ausência de registro no sistema, e sim a incapacidade de duas pessoas darem a mesma resposta sobre por que aquele dado está ali.

Objetivo
Diagnosticar
Formato indicado
Workshop executivo
Atualizado em

O que esta página acrescenta: Parte do dado e da finalidade, não do acesso ou do robô, e mostra como localizar a base legal ausente por campo.

Começar pelos campos, não pelo fluxo

Inventário por automação costuma registrar o robô, o horário e o sistema de destino. Isso responde onde o processo roda, não por que o dado está ali. A pergunta que separa base declarada de base suposta é feita por campo: este dado entra aqui por qual finalidade e sob qual base.

O exercício é curto e desconfortável. Ao perguntar a três pessoas da mesma operação por que um campo de documento ou de telefone trafega na automação, respostas divergentes indicam que a base nunca foi decidida, apenas herdada do formulário de origem.

Sinais de base ausente no fluxo

Alguns sinais são objetivos. Campo coletado no cadastro e reaproveitado em etapa sem relação com a finalidade original. Dado de contato usado para decidir prioridade ou bloquear cadastro. Retenção definida apenas pela política de backup, sem critério de negócio.

Outro sinal é o dado que ninguém sabe desligar: a automação falha se o campo for removido, mas ninguém explica o que quebra. Nesses casos, o registro da base costuma existir só na cabeça de quem montou o fluxo, o que não sustenta decisão nem auditoria.

O que o diagnóstico não resolve

Localizar base ausente não torna o tratamento regular. A base legal depende da finalidade real e do contexto do titular, e esse juízo envolve jurídico e área de negócio, não só operação de dados.

O levantamento também não cobre dado pessoal que entra por caminho manual ou planilha paralela, fora da automação analisada. E não substitui o registro formal de operações: ele aponta lacunas, mas a decisão sobre manter, retirar ou formalizar cada campo é de quem responde pelo tratamento.

Recurso prático

Percorrer a automação por campo de dado pessoal

  1. Listar os campos de dado pessoal que entram na automação, de onde vêm e para onde vão.
  2. Para cada campo, escrever a finalidade operacional que justifica o uso.
  3. Confrontar a finalidade com a base legal declarada e verificar se existe registro dela fora do código.
  4. Apontar o responsável que responde pela escolha da base e pela revisão quando o fluxo muda.
  5. Marcar os campos sem base declarada e levar a decisão para quem pode retirar o dado ou formalizar a base.

O erro mais comum é aceitar a finalidade escrita na documentação do projeto como base legal. A finalidade descreve o uso; não autoriza o tratamento.

Sobre o que está escrito aqui

Conceitos relacionados: base legal · finalidade do tratamento · inventário de dados · campo de dado pessoal · responsável pelo tratamento. Exemplos são ilustrativos. Não há cliente, resultado, preço, prazo ou certificação nesta página. Quando o formato indicado é Workshop executivo, ele descreve uma possibilidade de trabalho — a conversa inicial avalia contexto e aderência.

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