Resposta direta
A comparação começa pela tarefa, não pelo sócio. Para cada tarefa que só ele executa, vale olhar três coisas: com que frequência ela volta, quão caro é um erro e quem detém o critério de decisão. Tarefa frequente e de erro reversível sai primeiro. Tarefa rara e de erro caro pode continuar onde está. Três saídas costumam ser colocadas na mesma mesa: retirar a tarefa, mantê-la com apoio de outra pessoa ou redesenhar o processo que a criou. A escolha depende de onde está o critério, não do volume de trabalho acumulado.
- Objetivo
- Comparar alternativas
- Formato indicado
- Diagnóstico executivo
- Atualizado em
O que esta página acrescenta: Compara três saídas para a mesma tarefa operacional do sócio pelo custo de erro e pela reversibilidade, em vez de listar saídas em geral.
O que pesa em cada tarefa
A comparação começa pela tarefa. Três perguntas separam o que pode sair do sócio do que ainda não pode: com que frequência ela acontece, qual o custo de um erro e se esse erro é reversível dentro do mesmo ciclo.
Quem detém o critério de decisão também entra na conta. Tarefa frequente, de erro reversível e com critério que outra pessoa consegue seguir é a primeira candidata. Tarefa rara, de erro caro e sem regra registrada tende a continuar onde está, mesmo que incomode.
Três saídas na mesma mesa
Retirar a tarefa significa passar execução e decisão. Manter com apoio significa que outra pessoa executa, mas o sócio ainda decide. Redesenhar o processo significa mudar o que cria a tarefa, para que ela deixe de existir na forma atual.
As três têm custo diferente. Retirar exige critério escrito e alguém que responda pelo resultado. Manter com apoio reduz o tempo do sócio, mas preserva a dependência de decisão. Redesenhar demora mais e depende de entender a origem da tarefa, não apenas quem a executa.
O que a comparação não resolve
A comparação organiza a decisão, não a substitui. Ela não cria critério onde não existe registro, não forma quem vai assumir e não resolve falta de capacidade na equipe. Também não mede a disposição do sócio em soltar a tarefa, que costuma ser o ponto mais lento.
Quando o erro é irreversível ou toca obrigação legal, a tarefa pode continuar com o sócio até existir controle e responsável definidos. Nesse caso a saída não é retirar, e sim reduzir o tempo gasto e registrar o critério para que a passagem seja possível mais adiante.
Recurso prático
Antes de tirar a tarefa do sócio
- Frequência: a tarefa volta toda semana, todo mês ou sem data previsível
- Custo de erro: o que acontece quando ela sai errada e quem percebe primeiro
- Reversibilidade: dá para desfazer o erro dentro do mesmo ciclo
- Critério registrado: existe regra escrita que outra pessoa consiga seguir
- Responsável pela decisão depois da mudança: quem responde quando a tarefa falha
- Saída comparada: retirar, manter com apoio ou redesenhar o processo
O erro mais comum é comparar as saídas pelo volume de trabalho do sócio, e não pela reversibilidade do erro. Tarefa de erro irreversível costuma continuar com ele até existir controle e responsável, mesmo que consuma tempo todos os dias.
Conceitos usados nesta página
- Critério de decisão — Critério de decisão é a base explícita sobre a qual uma escolha é feita: o que será considerado, com qual peso e o que elimina uma alternativa antes da comparação.
Sobre o que está escrito aqui
Conceitos relacionados: custo de erro · frequência da tarefa · critério de decisão · reversibilidade · redesenho de processo. Exemplos são ilustrativos. Não há cliente, resultado, preço, prazo ou certificação nesta página. Quando o formato indicado é Diagnóstico executivo, ele descreve uma possibilidade de trabalho — a conversa inicial avalia contexto e aderência.
Para continuar
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