Resposta direta
A descrição de uma função nova começa pelo que ela decide, não pelo que executa. Funções novas nascem de um problema recorrente, não de um cargo. O ponto de partida é a lista de decisões que hoje sobem para o sócio e que deveriam parar em outro nível. Dessas decisões saem as responsabilidades reais do papel. A descrição é o registro do que já foi combinado, não o começo do processo. Contratar antes desse levantamento produz dois riscos: perfil genérico e expectativa desalinhada nos primeiros meses. A senioridade decorre do tipo de decisão, não do volume de tarefas.
- Objetivo
- Orientar avaliação e contratação
- Formato indicado
- Diagnóstico executivo
- Atualizado em
O que esta página acrescenta: Trata a descrição como consequência da decisão delegada, não como ponto de partida da contratação.
O que a função decide antes de ter nome
Uma função nova quase sempre nasce de um problema recorrente, não de um cargo definido. Alguém acumulou decisões que não deveriam estar no mesmo nível. Antes de qualquer anúncio, o trabalho é identificar essas decisões.
Esse levantamento costuma revelar que não se trata de uma função só. Decisões sobre cliente, custo e prazo raramente exigem o mesmo perfil. Separar por tipo de consequência evita juntar responsabilidades incompatíveis em uma única pessoa.
Senioridade vem do tipo de decisão
Senioridade não é tempo de carreira nem volume de tarefas. É o tamanho da consequência que a pessoa pode assumir sem consultar outro nível. Uma função que decide sobre margem tem peso diferente de uma que executa um processo já definido.
Por isso a avaliação de candidatos parte das decisões reais do papel, não de uma lista de atividades. O que se observa é a qualidade do julgamento em situações concretas da operação, medida em entrevista e no período de experiência.
O que a descrição não resolve
Descrever a função não resolve a execução. A descrição organiza expectativa, mas não substitui acompanhamento nos primeiros meses. Sem rotina de revisão, o papel volta a se confundir com o do sócio.
Também não serve para demandas esporádicas. Quando o volume de decisões é baixo e irregular, contratar pode custar mais do que manter a atribuição acumulada. Nesse caso, o critério é medir a frequência do acúmulo e o custo de mantê-lo antes de abrir a vaga.
Recurso prático
Da decisão acumulada ao cargo contratável
- Listar as decisões que hoje param no sócio por falta de dono e que deveriam ser tomadas em outro nível.
- Agrupar essas decisões por tipo de consequência: custo, cliente, prazo e risco operacional.
- Identificar quais grupos formam um papel único e qual senioridade cada grupo exige.
- Registrar a descrição a partir do que ficou definido, incluindo o que a função não decide.
O erro mais comum é descrever atividades em vez de decisões. Atividade não define senioridade nem permite avaliar depois se a pessoa acertou.
Sobre o que está escrito aqui
Conceitos relacionados: descrição de cargo · decisão delegada · senioridade · período de experiência · responsabilidade operacional. Exemplos são ilustrativos. Não há cliente, resultado, preço, prazo ou certificação nesta página. Quando o formato indicado é Diagnóstico executivo, ele descreve uma possibilidade de trabalho — a conversa inicial avalia contexto e aderência.
Para continuar
- Crescimento, maturidade e priorização — Página central do tema
- Tecnologia sem prioridade: onde ancorar a imp… — tecnologia sem prioridade
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