Resposta direta
A medição começa pelo volume que entra em cada caminho. Se o processo novo existe e o antigo continua recebendo demanda, o número de execuções do antigo mostra o tamanho da sobreposição. Mede-se custo por execução em cada caminho, tempo de ciclo e quem ainda aciona o antigo. A substituição só se confirma quando o volume do antigo cai e as exceções migram para o novo. Enquanto os dois recebem demanda, a operação sustenta dois custos e duas responsabilidades.
- Objetivo
- Explicar medição
- Formato indicado
- Projeto de implementação
- Atualizado em
O que esta página acrescenta: Mede a sobreposição entre dois processos vivos pelo volume que o antigo ainda recebe, e não pelo desenho do processo novo.
O que separa processo criado de processo substituído
Criar um processo novo é decisão de desenho. Substituir o antigo é decisão de operação. São atos diferentes, em momentos diferentes, com responsáveis diferentes. Por isso um caminho novo pode estar documentado, comunicado e em uso enquanto o anterior segue recebendo demanda.
O que distingue um do outro é o volume. Enquanto pedidos, solicitações ou registros continuam entrando no caminho antigo, ele está vivo. A pergunta de medição não é se o processo novo funciona, mas quanto da operação ainda passa pelo antigo.
Como medir a demanda que ainda passa pelo antigo
A medição parte do ponto de entrada. Todo processo tem um gatilho: um formulário, uma fila, um pedido, uma planilha. Contar quantos acionamentos chegam a cada gatilho, no mesmo período, mostra o tamanho da sobreposição. Se o gatilho antigo continua aberto, ele continua recebendo.
Além do volume, mede-se custo e responsabilidade. Custo por execução no caminho antigo revela o que a sobreposição consome. O responsável por cada etapa remanescente mostra quem ainda sustenta o processo velho na prática. Sem esses dois dados, a retirada vira decisão de opinião.
O que a medição não resolve
Medir a sobreposição não decide o que fazer com ela. Há caminhos antigos que precisam continuar por obrigação legal, contrato ou sistema legado que não será trocado. Nesses casos o objetivo não é zerar, e sim saber o custo de manter os dois e quem responde por ele.
A medição também não corrige causa. Se o processo novo tem etapa mais lenta ou exige dado que a área não tem no momento, a demanda volta para o antigo por escolha de quem executa. O número aponta a sobreposição; o motivo exige conversa com quem opera. E medir não garante retirada: sem data e responsável pela desativação, o antigo permanece aberto por inércia.
Recurso prático
Sobreposição entre processo novo e processo antigo
Sobreposição (%) = Execuções no processo antigo ÷ (Execuções no processo antigo + Execuções no processo novo) × 100. Custo residual do período = Execuções no processo antigo × Custo por execução no processo antigo.
- Execuções no processo antigo
- execuções no período
- quantas vezes o caminho antigo foi acionado dentro do período medido
- Execuções no processo novo
- execuções no período
- quantas vezes o caminho novo foi acionado no mesmo período
- Custo por execução no processo antigo
- moeda por execução
- horas e insumos consumidos a cada acionamento do caminho antigo
O erro mais comum é verificar apenas se o processo novo existe, sem contar quanta demanda o antigo ainda recebe. Processo documentado não é processo encerrado: a medição vale pelo volume que continua passando pelo caminho antigo.
Sobre o que está escrito aqui
Conceitos relacionados: volume por caminho · custo por execução · tempo de ciclo · gatilho do processo · demanda residual. Exemplos são ilustrativos. Não há cliente, resultado, preço, prazo ou certificação nesta página. Quando o formato indicado é Projeto de implementação, ele descreve uma possibilidade de trabalho — a conversa inicial avalia contexto e aderência.
Para continuar
- Processos, retrabalho e produtividade — Página central do tema
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