Resposta direta
Mede-se em quatro partes: horas de manutenção, horas de operação parada, adaptações de integração e custo fixo de licença e infraestrutura. O que não é medido não entra na conta, e é onde o custo maior costuma estar. Sistema legado ignorado não gera pedido de orçamento. Gera trabalho repetido, espera e dependência de poucas pessoas. Medir exige apontamento por período, responsável definido e uma decisão prévia sobre o que fazer com o número. Sem isso, a apuração vira mais uma planilha sem dono.
- Objetivo
- Explicar medição
- Formato indicado
- Diagnóstico executivo
- Atualizado em
O que esta página acrescenta: Trata o custo de um sistema que não tem centro de custo nem pedido de orçamento, incluindo a hora parada da área de negócio, que não passa por apontamento.
O que a manutenção esconde
Sistema legado ignorado raramente tem orçamento próprio. Ele aparece diluído em horas de analistas, chamados pequenos, ajustes de integração e esperas que ninguém registra. Por não ter linha no orçamento, não é questionado e não é priorizado.
O custo se concentra em três lugares: manutenção corretiva, indisponibilidade e dependência de pessoas. Os dois últimos custam mais e aparecem menos. A área de negócio quase nunca aponta as horas que perdeu esperando o sistema voltar.
Medir começa por definir a janela de apuração e quem responde pelo número. Planilha sem responsável produz um retrato que ninguém usa.
Separar o que se apura do que se estima
Algumas parcelas são apuráveis: horas de manutenção, chamados, licenças, contrato de infraestrutura. Outras só admitem estimativa: horas perdidas por indisponibilidade, retrabalho de integração e tempo das pessoas que entendem o sistema.
Para a parte estimada, o critério precisa ser declarado antes: quantas pessoas, por quanto tempo, com que custo de hora. Estimativa com critério declarado serve para decidir. Estimativa improvisada serve para justificar decisão já tomada.
O ponto mais ignorado é o conhecimento concentrado. Quando uma ou duas pessoas sustentam o sistema, o custo real inclui o que a empresa deixa de fazer porque essas pessoas não podem sair daquela função.
O que essa medição não decide
A medição não indica substituir, modernizar ou manter. Ela informa quanto custa continuar como está. A decisão depende de prazo, risco e capacidade de execução, que não estão no cálculo.
Também não cobre risco de descontinuidade. Se o fornecedor encerrar o suporte ou a tecnologia sair de linha, o custo muda de natureza e deixa de ser recorrente.
E não compara alternativas de forma justa por si só. Comparar exige o mesmo horizonte, o mesmo escopo e os mesmos custos incluídos dos dois lados.
Recurso prático
Custo anual de manutenção de um sistema legado
CM = (Hm x Ch) + (Hp x Cp) + Cf
- Hm
- horas por ano
- Horas de manutenção corretiva e de ajustes no sistema dentro do período apurado.
- Ch
- R$ por hora
- Custo médio da hora das pessoas que mantêm o sistema.
- Hp
- horas por ano
- Horas de operação parada ou em espera por falha, lentidão ou indisponibilidade do sistema.
- Cp
- R$ por hora
- Custo médio da hora da área que depende do sistema.
- Cf
- R$ por ano
- Custo fixo de licença, contrato de suporte e infraestrutura dedicada ao sistema.
O erro mais comum é somar apenas as horas da equipe de tecnologia. A hora parada da área de negócio raramente passa por apontamento, e por isso não aparece em nenhum relatório.
Sobre o que está escrito aqui
Conceitos relacionados: custo de manutenção corretiva · indisponibilidade de sistema · apontamento de horas · centro de custo · conhecimento não documentado. Exemplos são ilustrativos. Não há cliente, resultado, preço, prazo ou certificação nesta página. Quando o formato indicado é Diagnóstico executivo, ele descreve uma possibilidade de trabalho — a conversa inicial avalia contexto e aderência.
Para continuar
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