Resposta direta
O prazo estendido sem cobrança adicional costuma nascer de uma concessão informal, feita para não travar a entrega. O diagnóstico começa por separar o que foi combinado do que foi concedido depois: data original, motivo da extensão, quem autorizou e qual recurso ficou ocupado nesse intervalo. O custo aparece menos como fatura e mais como capacidade que deixou de atender outra demanda. Medir isso exige registrar a extensão no momento em que ela é pedida, não depois. Sem esse registro, o adicional não cobrado some na margem, e a discussão vira memória contra memória.
- Objetivo
- Diagnosticar
- Formato indicado
- Diagnóstico executivo
- Atualizado em
O que esta página acrescenta: Trata a extensão de prazo como decisão de concessão e custo de capacidade, não como repactuação de preço.
O pedido de extensão antes da entrega
A extensão raramente chega como pedido formal. Ela aparece como ajuste de cronograma em reunião de acompanhamento, aceito para não interromper o trabalho. Nesse momento nada é faturado porque nada foi combinado como serviço adicional.
O diagnóstico separa três pontos: quem pediu, quem autorizou e o que estava combinado antes. Sem os três, a extensão vira fato consumado e o adicional não cobrado deixa de ter base para discussão.
O que anotar em cada extensão
Para cada extensão registrada, anotar quatro campos: data original, data concedida, motivo declarado e recurso que permaneceu alocado. Esses campos não exigem sistema novo; cabem no controle de contrato que a área já mantém.
O custo direto é a parte visível. A parte que costuma ficar de fora é a capacidade ocupada além do prazo, que deixa de atender outra demanda. É ali que a extensão gratuita encarece a operação sem aparecer em nota.
O que esse diagnóstico não resolve
Registrar a extensão não devolve o adicional. Serve para mostrar o padrão e decidir se a próxima concessão deve ser cobrada, negociada ou recusada. A decisão continua sendo comercial, com o dado do custo em cima da mesa.
Se a extensão nasceu de erro de escopo na proposta, o problema não é a concessão, e sim a definição inicial. Nesse caso o diagnóstico aponta para orçamento e aceite, não para cobrança retroativa. Também não se aplica quando o contrato já prevê prorrogação com preço definido: aí basta conferir se o preço foi aplicado.
Recurso prático
Custo não cobrado de uma extensão concedida
Custo não cobrado = (Dias concedidos x Recurso alocado por dia) + Capacidade deslocada - Adicional cobrado
- Dias concedidos
- dia
- Diferença entre a data originalmente combinada e a data efetivamente entregue, contando só o que decorreu de extensão.
- Recurso alocado por dia
- R$/dia
- Custo direto do time e do equipamento mantidos na entrega durante os dias extras.
- Capacidade deslocada
- R$/dia
- Valor da próxima demanda que deixou de ser atendida no mesmo período por causa da extensão.
- Adicional cobrado
- R$
- Valor efetivamente faturado pela extensão, para comparar com o custo apurado.
O erro mais comum é registrar a extensão só no encerramento do contrato, quando ninguém lembra o motivo declarado; nesse ponto o custo já foi absorvido e o adicional se torna impossível de justificar.
Sobre o que está escrito aqui
Conceitos relacionados: extensão de prazo · concessão informal · capacidade deslocada · registro de alteração de escopo · margem por contrato. Exemplos são ilustrativos. Não há cliente, resultado, preço, prazo ou certificação nesta página. Quando o formato indicado é Diagnóstico executivo, ele descreve uma possibilidade de trabalho — a conversa inicial avalia contexto e aderência.
Para continuar
- Margem, custos e eficiência econômica — Página central do tema
- Desconto que consome margem: onde definir o l… — desconto que consome a margem
- Desconto: como medir o que ele retira da margem — desconto que consome a margem
Páginas relacionadas
O mesmo problema em outro objetivo
- Prazo estendido sem cobrança: onde o custo fica — Organizar um processo
- Prazo estendido sem cobrança adicional: o que medir — Explicar medição
- Prazo estendido sem cobrança adicional: onde a margem paga — Orientar implementação
- Prazo de pagamento maior: separar preço de prazo — Orientar avaliação e contratação
Outras leituras em Margem, custos e eficiência econômica
- Entrega fora do escopo: o que decidir antes de aceitar — Separa pedido adicional de escopo contratado e define registro, critério de aceite e responsável pela decisão de executar, trocar ou cobrar.
- Reajuste de fornecedor absorvido: como reconstruir a decisão — Descreve como reconstruir a decisão de absorver um reajuste de fornecedor: o que medir, quem decide e onde o critério costuma faltar.
- Contrato antigo com preço defasado: a ordem da revisão — A ordem para revisar contrato antigo com preço defasado: base de custo, cláusula, margem por contrato, vigência e o que fazer quando o cliente recusa.
- Escopo crescente sem aditivo: comparar o que fazer — Compara três saídas para escopo crescente sem aditivo, absorver, renegociar ou recusar, com base em horas, margem e responsabilidade.
- Desconto dado para fechar negócio: critério antes da margem — Descreve o processo para registrar desconto, definir alçada de aprovação e acompanhar a margem por contrato antes da proposta sair.
