Resposta direta
A medição começa pelo que a prorrogação consome, não pelo que ela deixa de faturar. Registra-se, por entrega, o tempo extra de execução, as horas de retrabalho, o uso de capacidade já comprometida e a data em que o cliente pediu a mudança. Com esse registro, o custo absorvido aparece por contrato e por tipo de pedido. A cobrança adicional é decisão comercial posterior; a medição existe para saber quanto custa a concessão antes de repeti-la.
- Objetivo
- Explicar medição
- Formato indicado
- Diagnóstico executivo
- Atualizado em
O que esta página acrescenta: Foca a medição do que a prorrogação consome na operação, sem partir da cobrança adicional como ponto de decisão.
O que entra no registro
A prorrogação sem cobrança raramente aparece como custo porque não gera lançamento contábil. O primeiro passo é tratá-la como evento registrável, com data, responsável e origem definidos.
O registro precisa de três campos fixos: tempo extra de execução, trabalho refeito e capacidade deslocada. Sem eles, o número final mistura impressão com estimativa e não sustenta decisão.
Leitura por contrato e por tipo de pedido
O mesmo tempo extra tem pesos diferentes conforme o contrato. Um ajuste pequeno em contrato de margem apertada pesa mais que a mesma extensão em contrato com folga já prevista.
Agrupar por tipo de pedido mostra se a concessão é exceção ou rotina. Se a mesma causa se repete, o problema deixa de ser prazo e passa a ser escopo mal definido na origem.
O que a medição não resolve
Medir não define preço. O número diz quanto custa conceder; decidir entre cobrar, manter ou recusar é escolha comercial e envolve relação com o cliente, não cálculo.
A medição também não funciona onde não existe linha de base. Sem prazo original comparável nem horas registradas, o cálculo vira reconstrução frágil. Nesse caso, medir a partir de agora é mais útil que estimar o passado.
Recurso prático
Registro por prorrogação
- Data do pedido de mudança e data originalmente acordada
- Tempo extra de execução e horas de retrabalho geradas
- Capacidade de outra entrega deslocada para atender a prorrogação
- Responsável que aprovou a prorrogação sem cobrança
- Contrato e tipo de pedido que originaram a extensão
O erro mais comum é registrar apenas o tempo extra e ignorar a entrega deslocada. A prorrogação custa também pelo que deixa de ser feito no prazo previsto, e esse desvio some do registro se não for anotado no mesmo momento.
Conceitos usados nesta página
- Registro de execução — Registro de execução é a evidência de que uma rotina, automação ou tarefa rodou — com identificador, data, insumo, resultado e responsável.
Sobre o que está escrito aqui
Conceitos relacionados: prorrogação de prazo · capacidade deslocada · margem por contrato · registro de execução · custo absorvido. Exemplos são ilustrativos. Não há cliente, resultado, preço, prazo ou certificação nesta página. Quando o formato indicado é Diagnóstico executivo, ele descreve uma possibilidade de trabalho — a conversa inicial avalia contexto e aderência.
Para continuar
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