Resposta direta
A medição precisa separar três coisas: existência de valor, formato aceito e conteúdo equivalente. Existência conta campo nulo e campo vazio como a mesma coisa. Formato compara o valor com a regra que o sistema de destino aceita. Equivalência testa se dois registros com grafias diferentes apontam para o mesmo fato. Sem separar as três, a taxa de preenchimento sobe e a qualidade não muda. O número útil é a diferença entre o total de registros e o total de registros que o sistema de destino consegue usar sem ajuste manual.
- Objetivo
- Explicar medição
- Formato indicado
- Projeto de implementação
- Atualizado em
O que esta página acrescenta: Trata a medição de preenchimento em camadas e mostra por que contar campo vazio não distingue formato de conteúdo.
O que a contagem de campo vazio não mostra
Contar campo vazio responde uma pergunta estreita. Diz quantos registros não têm nenhum valor. Não diz se o valor gravado serve ao sistema que vai usá-lo. Um cadastro pode ter o campo preenchido em todos os registros e ainda exigir ajuste em parte deles.
A separação prática é entre existência, formato e equivalência. Existência é o valor estar lá. Formato é o valor caber na regra do destino. Equivalência é o valor descrever o mesmo fato que outro registro. Cada camada tem dono diferente e correção diferente.
Comparar regras antes de comparar totais
Dois sistemas raramente aceitam o mesmo conjunto de valores em um campo. Um aceita apenas o código; outro aceita texto livre. A comparação começa pela regra, não pelo total. Sem isso, a divergência entre números aponta para o sistema errado.
Para cada campo, vale listar a regra de origem, a regra de destino e o que acontece na conversão. Onde não há regra de conversão, o dado chega e falha adiante, no momento em que alguém precisa dele. Esse é o ponto que a medição deve expor.
O que a medição não resolve
Medir preenchimento não diz se o conteúdo está correto. Um telefone no formato certo pode ser de outra pessoa. Um documento válido pode estar vinculado ao cadastro errado. A medição aponta onde a regra falta, não substitui conferência de conteúdo.
Também não resolve divergência de definição. Se duas áreas discordam sobre o que o campo significa, nenhum formato comum fecha a diferença. E não define responsável pela correção. Sem dono do campo, o número medido vira relatório recorrente que ninguém usa para mudar o processo.
Recurso prático
Camadas de medição do mesmo campo
- Definir, por campo, o que conta como vazio: nulo, cadeia vazia, espaço, valor padrão do sistema e texto como 'não informado'.
- Registrar a regra de formato do sistema de origem e a do sistema de destino, em linhas separadas.
- Contar os registros que passam na regra do destino sem edição manual.
- Levantar pares de valores que descrevem o mesmo fato com grafias diferentes e classificar cada par como equivalência, divergência ou ausência de regra.
- Acompanhar os três totais em separado: preenchido, formatado e equivalente.
O erro mais comum é somar campo nulo com campo vazio e chamar o resultado de preenchimento. Os dois pedem correções distintas: um depende do processo de entrada, o outro do cadastro que já existe.
Sobre o que está escrito aqui
Conceitos relacionados: preenchimento de campo · regra de formato · campo nulo e campo vazio · equivalência de conteúdo · sistema de destino. Exemplos são ilustrativos. Não há cliente, resultado, preço, prazo ou certificação nesta página. Quando o formato indicado é Projeto de implementação, ele descreve uma possibilidade de trabalho — a conversa inicial avalia contexto e aderência.
Para continuar
- Integrações, sistemas e qualidade de dados — Página central do tema
- Sincronização entre sistemas: o que decidir a… — sistemas desconectados
- Cadastros duplicados: como descobrir e consol… — cadastros duplicados
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