Resposta direta
Medir interrupção começa por definir o evento que conta. Uma automação interrompida é aquela que para de executar a tarefa prevista na janela prevista, mesmo que o sistema continue ligado. A partir dessa definição, três medidas importam: quando começou, quanto durou e o que ficou represado no intervalo. Duração sozinha engana. Uma parada curta em horário de pico pesa mais que uma longa em horário morto. O número só serve se estiver ligado ao volume que passou pelo processo naquele período.
- Objetivo
- Explicar medição
- Formato indicado
- Workshop executivo
- Atualizado em
O que esta página acrescenta: Esta página trata a interrupção como evento a ser definido e comparado entre processos, não como falha isolada a ser corrigida.
O que conta como interrupção
Nem toda execução falha é interrupção. Um erro isolado que a própria automação reprocessa e conclui não parou a operação. A interrupção começa quando a tarefa prevista deixa de ser executada ou passa a ser executada fora do intervalo combinado.
Por isso a definição precisa de dois elementos: qual tarefa deveria ter ocorrido e em qual janela. Sem esses dois, qualquer falha vira interrupção e o número deixa de ser útil para qualquer decisão.
Transformar parada em número comparável
Duração é a primeira medida, mas não basta. Duas automações podem parar o mesmo tempo e ter efeitos bem diferentes, dependendo do volume que passa pelo processo naquele intervalo.
O segundo dado é o que ficou represado. Contar itens que esperaram, itens refeitos manualmente e tarefas que perderam a janela permite comparar interrupções entre processos distintos. O que não se consegue reconstruir depois precisa ser registrado no momento da parada.
Limites da medição
Medir não reduz interrupção. O número serve para decidir onde agir, e só. Se não existe responsável definido para cada automação, a medição produz relatório sem consequência prática.
Em automações de baixa frequência, medir cada parada custa mais do que o efeito dela. Nesses casos, faz sentido registrar apenas as interrupções que atravessam a janela de execução. A medição também não captura o custo de confiança, quando as áreas deixam de usar a automação depois de paradas repetidas.
Recurso prático
Registro mínimo de uma interrupção
| Campo | O que registrar |
|---|---|
| Início | Horário em que a tarefa deixou de ser executada, não o horário em que alguém percebeu a parada. |
| Duração | Tempo até a execução voltar ao comportamento normal, separando parada total de execução parcial. |
| Efeito no intervalo | Volume represado, itens refeitos à mão e tarefas que perderam a janela de execução. |
O erro mais comum é registrar apenas o horário em que alguém percebeu a parada. Isso mede tempo de detecção, não tempo de interrupção, e esconde justamente o trecho em que ninguém estava olhando.
Sobre o que está escrito aqui
Conceitos relacionados: critério de parada · duração da interrupção · volume represado · trabalho manual de contingência · janela de execução. Exemplos são ilustrativos. Não há cliente, resultado, preço, prazo ou certificação nesta página. Quando o formato indicado é Workshop executivo, ele descreve uma possibilidade de trabalho — a conversa inicial avalia contexto e aderência.
Para continuar
- Governança e controle de automação — Página central do tema
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