Resposta direta
A comparação, quando não existe medição da dor, se faz pelo custo de errar, não pelo ganho esperado. Três eixos bastam: quanto custa sair da escolha, quantos processos ela obriga a mudar e qual dado precisa existir para ela fazer sentido. A comparação inclui a alternativa de medir o processo por um ciclo curto, com registro de etapas, tempo e retrabalho. Investimento em tecnologia compete com essa medição, não apenas com outras propostas. Sem linha de base, adiar a escolha grande e observar o processo costuma ser a alternativa mais barata.
- Objetivo
- Comparar alternativas
- Formato indicado
- Diagnóstico executivo
- Atualizado em
O que esta página acrescenta: Coloca o investimento em tecnologia na mesma conta da alternativa de medir antes, em vez de compará-lo apenas com outras propostas.
Comparação pelo custo de estar errado
Sem medição da dor, a comparação não pode ser por ganho. O que resta é comparar pelo custo de estar errado. Duas propostas de preço parecido podem diferir muito no que custa desfazer a escolha: dado a migrar, treinamento a refazer, contrato com prazo, processo que volta ao formato anterior.
Esse custo raramente aparece na proposta comercial. Ele é estimado por quem opera: quantas pessoas dependem do processo, quanto tempo levou a última mudança parecida, o que acontece se a decisão for revista em poucos meses. A comparação fica mais útil quando entrada, operação mensal e saída estão na mesma planilha.
O que a medição mínima muda
Registrar um ciclo do processo, com etapas, tempo gasto, retrabalho e quem decide cada exceção, não elimina a decisão, mas muda o que é comparável. Sem esse registro, opções de naturezas diferentes entram na mesma lista: corrigir o processo, acrescentar um módulo ao que já existe, trocar o sistema.
Com o registro, a comparação ganha um denominador. O custo do investimento passa a ser lido contra o volume real de trabalho que ele pretende reduzir e contra o custo de manter o processo como está. Não é preciso medir tudo. É preciso medir o suficiente para que as alternativas deixem de ser incomparáveis.
O que a comparação não decide
A comparação não indica qual fornecedor é melhor e não prevê adoção. Ela organiza o custo de errar, e só isso. Quando o processo vai mudar de qualquer forma, ou quando o ciclo é longo e irregular, medir antes perde valor: o registro de hoje descreve uma operação que não existirá na implantação.
Também não protege contra o custo de adiar. Existe decisão que perde valor com o tempo, como contrato, equipe e janela de operação. Nesses casos a comparação serve para escolher primeiro o que é reversível, não para justificar espera.
Recurso prático
Custo de decidir errado contra custo de medir antes
Resultado = (Custo de implantação + Custo mensal de operação × Meses até revisão + Custo de saída) − Custo de medir antes
- Custo de implantação
- R$
- valor pago mais horas internas para colocar a alternativa em uso
- Custo mensal de operação
- R$/mês
- licença, manutenção e tempo de quem opera o processo depois da implantação
- Meses até revisão
- meses
- prazo em que a decisão será reavaliada, definido antes da compra
- Custo de saída
- R$
- migração de dado, retrabalho, treinamento e retorno ao formato anterior
- Custo de medir antes
- R$
- horas de quem opera gastas para registrar um ciclo do processo, mais o custo de manter o processo como está nesse período
O erro mais comum é comparar só o custo de implantação, que costuma ser o menor dos três. Custo mensal e custo de saída raramente entram na conta antes da compra, e são eles que decidem o resultado.
Sobre o que está escrito aqui
Conceitos relacionados: custo de saída · linha de base do processo · reversibilidade da decisão · custo total de operação · processo impactado. Exemplos são ilustrativos. Não há cliente, resultado, preço, prazo ou certificação nesta página. Quando o formato indicado é Diagnóstico executivo, ele descreve uma possibilidade de trabalho — a conversa inicial avalia contexto e aderência.
Para continuar
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