Resposta direta
Mede-se pela demanda observada e pelo tempo de reposição, não por um número fixo. O caminho é registrar consumo por período, prazo entre pedido e entrega e a variação desse prazo. Com as três séries, calcula-se um ponto de pedido e um estoque de segurança que valem como referência provisória, com data de revisão. O mínimo e o máximo deixam de ser opinião e passam a ser consequência do histórico. Enquanto o histórico não existir, a referência é explícita, assinada por alguém e revisável.
- Objetivo
- Explicar medição
- Formato indicado
- Diagnóstico executivo
- Atualizado em
O que esta página acrescenta: Trata a definição de mínimo e máximo como consequência de três séries medidas, com fórmula de ponto de pedido provisório e critério de revisão.
O que medir antes de definir qualquer número
A base é o registro de saída por item, na unidade em que a compra é feita. Consumo em caixa e saldo em unidade quebram o cálculo antes de ele começar. O período de apuração precisa cobrir pelo menos um ciclo completo de operação, para não confundir sazonalidade com demanda média.
O segundo dado é o tempo de reposição real, medido da emissão do pedido até a entrada no estoque. O terceiro é a dispersão desse tempo. Prazo médio esconde atraso recorrente. Quem responde pelo registro e pela conferência do recebimento precisa estar definido, porque é essa pessoa que sustenta a série.
Como as três séries viram referência de reposição
O ponto de pedido combina consumo médio, tempo de reposição e variação do prazo. O resultado é um saldo de acionamento, não um teto de armazenagem. O máximo pode ser derivado do lote mínimo de compra somado ao ponto de pedido, e essa conta precisa aparecer registrada, com a origem de cada parcela.
A referência nasce provisória, com data de revisão e responsável nomeado. Itens sem histórico entram por analogia com item semelhante ou por exceção explícita, com prazo de validade e acompanhamento mais curto. A revisão acontece quando o consumo ou o prazo observado se afasta do que gerou a conta, não em calendário fixo por conveniência.
O que essa medição não resolve
A conta não corrige erro de inventário. Se o saldo do sistema não corresponde ao físico, o ponto de pedido dispara no momento errado e a fórmula apenas dá aparência de controle a um dado ruim. Também não trata demanda intermitente nem mudança brusca de mix, situações em que a média perde sentido e o critério precisa ser outro.
A referência não garante disponibilidade. Ela organiza a decisão e torna o risco visível, mas não impede falta por atraso do fornecedor, corte de programação ou erro de pedido. Em item crítico, o resultado da conta é ponto de partida para decisão de compra, não substituto dela.
Recurso prático
Ponto de pedido provisório a partir do consumo e do prazo observado
PP = Cm × (TR + VTR)
- Cm
- unidades por dia
- Consumo médio diário do item, apurado sobre o histórico de saídas do período escolhido, na mesma unidade de medida da compra.
- TR
- dias
- Tempo de reposição observado entre a emissão do pedido e a entrada do material, medido nas entregas já ocorridas e não no prazo prometido.
- VTR
- dias
- Variação do tempo de reposição na mesma série de entregas, usada como parcela de proteção contra atraso.
- PP
- unidades
- Ponto de pedido: saldo em que a reposição precisa ser acionada para cobrir consumo e variação do prazo até a próxima entrada.
O erro mais comum é usar o prazo prometido pelo fornecedor como tempo de reposição. O prazo que importa é o observado nas entregas registradas, e a variação precisa sair da mesma série do consumo, no mesmo período.
Sobre o que está escrito aqui
Conceitos relacionados: ponto de pedido · estoque de segurança · tempo de reposição · consumo médio · acurácia de inventário. Exemplos são ilustrativos. Não há cliente, resultado, preço, prazo ou certificação nesta página. Quando o formato indicado é Diagnóstico executivo, ele descreve uma possibilidade de trabalho — a conversa inicial avalia contexto e aderência.
Para continuar
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