Resposta direta
A verificação começa por identificar se a atividade para quando a pessoa falta. Se para, ou degrada, há concentração real. Em seguida, comparam-se três evidências: registro de como a decisão é tomada, histórico de quem já executou a atividade e tempo de resposta em ausências. Concentração existe quando o critério de decisão não está escrito e nenhuma outra pessoa executou a atividade com autonomia. Isso não significa que a atividade esteja errada; significa que a continuidade depende de uma só cabeça.
- Objetivo
- Diagnosticar
- Formato indicado
- Projeto de implementação
- Atualizado em
O que esta página acrescenta: Trata a concentração em uma única pessoa como hipótese a testar, com o teste de substituição e a leitura das lacunas que ele produz.
Onde a concentração costuma aparecer
A concentração aparece em sintomas pequenos. A atividade para quando a pessoa está ausente. Colegas perguntam a ela qual é o critério antes de decidir. O acesso ao sistema ou à etapa existe em um só cadastro. O histórico registra o resultado, não quem decidiu o quê.
Nenhum desses sinais prova dependência isoladamente. Ausência frequente pode indicar apenas rotina, e consultas informais podem ser hábito, não falta de critério. O sinal que pesa é a combinação: a atividade não tem substituto que execute com autonomia e o critério de decisão vive na cabeça de uma pessoa.
O teste de substituição e o que ele mede
O teste consiste em colocar outra pessoa para executar a mesma atividade, com os mesmos insumos, por um período curto e combinado. O que interessa não é a qualidade do trabalho do substituto, e sim o que ele precisou perguntar, a que informação não teve acesso e em que ponto decidiu por conta própria.
Cada pergunta feita durante o teste aponta um critério ausente. Cada acesso bloqueado aponta uma dependência que se resolve com permissão, não com redesenho. Cada decisão tomada sem consulta aponta capacidade já instalada. O produto do teste é uma lista de lacunas, não uma avaliação sobre a pessoa.
O que a verificação não resolve
O teste mede dependência de conhecimento e de acesso. Não mede se o critério da pessoa é bom, nem se a atividade deveria continuar existindo naquele formato. Também não cobre decisões raras: as situações que aparecem uma vez por trimestre tendem a não surgir em um teste curto.
Concentração pode ser deliberada. Quando a atividade exige especialidade rara, manter uma pessoa responsável é decisão de negócio, não falha de processo. A verificação serve para tornar o risco visível e negociável, e não o elimina. Redistribuir uma atividade crítica tem custo e pode introduzir erro novo.
Recurso prático
Sinais observados e o que cada um indica
| Situação observada | O que indica |
|---|---|
| A atividade para quando a pessoa se ausenta | Depende de execução, não apenas de conhecimento sobre ela |
| Colegas recorrem à pessoa antes de decidir casos comuns | O critério de decisão não está escrito em lugar algum |
| Ninguém além dela tem acesso ao sistema ou à etapa | Depende de permissão e resolve-se sem redesenho do processo |
O erro mais comum é concluir que documentar resolve. A documentação descreve o critério, mas não cria outra pessoa capaz de decidir nem libera o acesso necessário para executar.
Conceitos usados nesta página
- Critério de decisão — Critério de decisão é a base explícita sobre a qual uma escolha é feita: o que será considerado, com qual peso e o que elimina uma alternativa antes da comparação.
Sobre o que está escrito aqui
Conceitos relacionados: atividade crítica · teste de substituição · critério de decisão · acessos e permissões · continuidade operacional. Exemplos são ilustrativos. Não há cliente, resultado, preço, prazo ou certificação nesta página. Quando o formato indicado é Projeto de implementação, ele descreve uma possibilidade de trabalho — a conversa inicial avalia contexto e aderência.
Para continuar
- Processos, retrabalho e produtividade — Página central do tema
- Retrabalho por informação incompleta: onde a… — retrabalho por informação incompleta na entrada
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