Resposta direta
O desequilíbrio de capacidade aparece quando a demanda varia entre períodos e a estrutura permanece fixa. O diagnóstico começa separando o que é capacidade contratada do que é capacidade usada em cada período. Depois, compara-se volume de entrada, filas e horas disponíveis mês a mês, com o mesmo critério. O que interessa não é a média do ano, mas o formato da curva: onde há pico, onde há vale e o que os separa. Sem essa leitura, decisões de contratar, terceirizar ou reprogramar são tomadas no período errado.
- Objetivo
- Diagnosticar
- Formato indicado
- Diagnóstico executivo
- Atualizado em
O que esta página acrescenta: Trata capacidade como série por período e separa contratado de disponível; as outras páginas do tema olham capacidade instalada, custo de processo ou retrabalho, não o desequilíbrio entre períodos.
Medir período por período, não pela média
A média anual de capacidade raramente descreve o que aconteceu. Um período com fila e outro com equipe parada podem produzir a mesma média e exigem decisões opostas. O recorte precisa acompanhar o ciclo real da demanda: mês, semana ou turno, conforme onde a variação acontece.
O levantamento mínimo registra, por período, volume de entrada, volume concluído e o que ficou em fila. Também separa capacidade contratada de capacidade disponível, descontando paradas, manutenção e ausências. Sem esse par, pico e vale viram impressão, não diagnóstico.
O que pesa na escolha entre nivelar e absorver
Diagnosticado o desequilíbrio, as saídas costumam ser poucas: antecipar ou adiar demanda, ajustar turno, contratar por período, terceirizar parte, formar estoque ou aceitar a fila. Cada uma troca um custo por outro. Nivelar reduz ociosidade e pode encarecer o pico; absorver o pico protege o prazo e aumenta o custo do período.
A decisão depende de três perguntas: o que pode ser deslocado sem perder valor, quanto custa a hora ociosa contra a hora adicional, e quem responde por cada período. Sem responsável definido por período, o desequilíbrio é tratado sempre como falta de gente, mesmo quando é falta de sequenciamento.
O que esse diagnóstico não responde
O diagnóstico mostra onde o desequilíbrio aparece; não diz se a causa é permanente. Demanda que caiu por mudança de contrato pede resposta diferente de queda sazonal. Separar as duas exige histórico e conversa com quem vende, não apenas planilha de capacidade.
Ele também não cobre qualidade, prazo de contratação nem restrições trabalhistas de turno. Se a demanda não pode ser deslocada e o recurso limitante não aceita ampliação no curto prazo, o diagnóstico apenas torna o trade-off visível. Decidir permanece com a gestão.
Recurso prático
Levantamento de capacidade por período
- Listar os períodos que importam: mês, semana ou turno, conforme onde a demanda realmente varia
- Registrar, por período, volume de entrada, volume concluído e o que permaneceu em fila
- Separar capacidade contratada de capacidade disponível, descontando paradas, manutenção e ausências
- Marcar picos e vales com o mesmo critério de medida em todos os períodos
- Identificar qual recurso limita cada período: pessoa, equipamento, insumo ou aprovação
- Anotar o que pode ser deslocado de um período para outro sem perder valor
O erro mais comum é usar a média do ano como referência de capacidade. Ela esconde justamente o pico e o vale que mudam a decisão.
Sobre o que está escrito aqui
Conceitos relacionados: capacidade por período · curva de demanda · pico e vale · fila de entrada · recurso limitante. Exemplos são ilustrativos. Não há cliente, resultado, preço, prazo ou certificação nesta página. Quando o formato indicado é Diagnóstico executivo, ele descreve uma possibilidade de trabalho — a conversa inicial avalia contexto e aderência.
Para continuar
- Margem, custos e eficiência econômica — Página central do tema
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