Pular para o conteúdo

Soluções · Margem, custos e eficiência econômica

Deslocamento ignorado na conta: qual alternativa custa menos

vale mais atender presencial, remoto ou terceirizar quando o deslocamento não entra na conta

Resposta direta

O deslocamento entra na conta como custo por atendimento, não como despesa geral. A conta soma horas de trajeto, quilometragem, diária e o tempo que a equipe deixa de produzir no trajeto. A comparação entre presencial, remoto e terceirizado só é justa na mesma unidade: custo por atendimento concluído, não custo da hora. A alternativa mais barata na tabela pode perder quando o volume cai ou a distância cresce. A decisão fica mais clara quando se define a faixa de volume em que cada opção continua fazendo sentido.

Objetivo
Comparar alternativas
Formato indicado
Diagnóstico executivo
Atualizado em

O que esta página acrescenta: Mede o deslocamento por atendimento concluído e mostra a faixa de volume em que cada alternativa deixa de compensar.

O que costuma ficar fora da conta

A proposta registra a hora técnica e o material. Ficam de fora o tempo de trajeto, o combustível, o pedágio, a diária e o desgaste do veículo. Fica de fora também a produção que a equipe deixa de fazer enquanto está na estrada.

Esses itens não são rateio contábil. São custo por atendimento. Quem atende perto e quem atende longe cobra a mesma hora e sustenta margens diferentes. A diferença aparece quando o roteiro concentra muitos atendimentos ou quando a distância cresce.

Presencial, remoto e terceiro na mesma unidade

A comparação só é justa se as três alternativas forem medidas na mesma unidade. Custo por atendimento concluído, não custo por hora. O deslocamento entra nas opções que deslocam, e o horizonte de tempo é o mesmo para todas.

O resultado muda quando o volume muda. Roteiros densos diluem o trajeto. Atendimento isolado distante quase sempre piora a conta. O custo por atendimento por faixa de volume mostra onde a alternativa deixa de compensar.

O que o cálculo não resolve

O número não decide sozinho. Atendimento remoto pode não ser viável quando há intervenção física, vistoria ou relação que exige presença. O cálculo mostra custo, não viabilidade técnica nem efeito sobre o cliente.

Há casos em que o dado não existe. Sem registro de horas de trajeto e de atendimentos concluídos, a comparação vira estimativa e vale menos que a decisão. Nessa situação, o primeiro passo é medir, não escolher.

Recurso prático

Custo por atendimento com deslocamento no roteiro

Custo por atendimento = ((Ht + He) × Ch + (D × Ck) + Dp) ÷ A

Ht
horas
horas de trajeto por atendimento, ida e volta
He
horas
horas de execução no local do atendimento
Ch
R$ por hora
custo da hora da equipe, com encargos e benefícios
D
quilômetros
distância rodada no roteiro inteiro
Ck
R$ por quilômetro
custo por quilômetro, combustível, manutenção e depreciação
Dp
R$
diária, hospedagem e pedágio somados no roteiro
A
atendimentos
atendimentos concluídos no mesmo roteiro

O erro mais comum é dividir o custo do roteiro pelos atendimentos previstos, não pelos concluídos. Visita cancelada ou remarcada carrega deslocamento e não gera receita, e a divisão pelo previsto esconde esse custo.

Sobre o que está escrito aqui

Conceitos relacionados: custo por atendimento concluído · hora de trajeto não produtiva · custo por quilômetro rodado · diária e hospedagem por roteiro · faixa de volume de equilíbrio. Exemplos são ilustrativos. Não há cliente, resultado, preço, prazo ou certificação nesta página. Quando o formato indicado é Diagnóstico executivo, ele descreve uma possibilidade de trabalho — a conversa inicial avalia contexto e aderência.

Para continuar

Páginas relacionadas

O mesmo problema em outro objetivo

Outras leituras em Margem, custos e eficiência econômica

Quer avaliar isso no seu contexto?

Esta página trata de custo de deslocamento não considerado. Diagnóstico de Eficiência Operacional é a frente que investiga o mecanismo por trás desse tipo de problema. O formato mais associado é Diagnóstico executivo.