Resposta direta
A unidade ausente se mede pela ocorrência, não pelo valor. O critério é contar quantos registros carregam número sem unidade declarada, separar por origem e verificar quais decisões dependem daquele campo. Onde a decisão for reversível, o registro pode seguir com marcação de origem. Onde houver contrato, imposto ou estoque, a unidade precisa ser reconstruída antes do uso. Sem uma contagem por origem e uma lista de decisões afetadas, o problema fica conhecido, mas não dimensionado.
- Objetivo
- Explicar medição
- Formato indicado
- Projeto de implementação
- Atualizado em
O que esta página acrescenta: Trata a unidade como atributo ausente e mensurável por origem, e não como erro de digitação a corrigir em massa.
O que a contagem por origem resolve
Antes de corrigir qualquer campo, vale saber quantos registros estão afetados e de onde vêm. A contagem por origem separa o dado que entrou por digitação, por importação, por cálculo interno ou por integração. Cada origem produz um tipo de ausência diferente.
Um valor digitado sem unidade costuma ter contexto na área que digitou. Um valor vindo de integração pode ter perdido a unidade na conversão de formato. Tratar os dois do mesmo jeito mistura problemas com causas distintas e dificulta a correção.
O que medir quando o valor já está gravado
A unidade ausente não se recupera lendo o banco. O que se mede é a ocorrência: quantidade de registros afetados, campos envolvidos, período em que o problema aparece e decisões que dependem do dado. Essa lista é o que dimensiona o risco.
Para cada campo, define-se uma faixa de valor plausível a partir do processo, não do dado. Um número fora da faixa indica que a unidade provável não é a esperada. A faixa vem da operação: o que o processo permite produzir. Não é um limite estatístico calculado sobre a própria base.
O que essa medição não resolve
Contar ocorrências e mapear decisões não devolve a unidade perdida. Em alguns casos a informação não existe mais no sistema, e a reconstrução depende de documento externo ou da memória da área.
Também não serve quando o número é resultado de cálculo com unidade variável no tempo. Nesse cenário, a contagem aponta o volume afetado, mas não permite reconstruir o valor original. A medição delimita o problema; não substitui a decisão de negócio sobre o que fazer com ele.
Recurso prático
Classificação do registro sem unidade
| Situação do registro | Encaminhamento e responsável |
|---|---|
| Número sem unidade e decisão reversível | Marcar origem e data no próprio registro; operação segue com o dado sob observação |
| Número sem unidade em contrato, imposto ou estoque | Bloquear uso até reconstruir a unidade com a área que gerou o dado |
| Número com unidade implícita no nome do campo | Confirmar a suposição na origem antes de converter; a suposição não é prova |
O erro mais comum é tratar todo campo sem unidade como erro de digitação. Boa parte desses campos tem unidade implícita em um processo antigo, e a conversão automática apaga essa pista.
Sobre o que está escrito aqui
Conceitos relacionados: unidade de medida · campo numérico · origem do registro · faixa de valor plausível · regra de conversão. Exemplos são ilustrativos. Não há cliente, resultado, preço, prazo ou certificação nesta página. Quando o formato indicado é Projeto de implementação, ele descreve uma possibilidade de trabalho — a conversa inicial avalia contexto e aderência.
Para continuar
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