Resposta direta
Levantar uma integração sem documentação é trabalho de evidência, não de memória. O comportamento real aparece no agendador de tarefas, nos registros de execução, nas tabelas de trânsito e nos campos com carimbo de tempo. A ordem útil é identificar o que dispara, o que é lido, o que é escrito e quem é avisado quando falha. O que não se recupera é a intenção original: por que uma regra existe, qual acordo comercial ela reflete. Essa lacuna precisa ser declarada, não preenchida por suposição. Ao final, existe um mapa verificável e uma lista do que permanece desconhecido.
- Objetivo
- Diagnosticar
- Formato indicado
- Projeto de implementação
- Atualizado em
O que esta página acrescenta: Trata a integração sem documentação como reconstrução de evidência operacional e nomeia explicitamente o que fica fora do alcance do levantamento.
Por onde começar quando não há registro
Sem documento, o caminho é evidência. A execução deixa marcas: agendamento, registro de chamadas, tabela intermediária, carimbo de tempo nas linhas gravadas.
Comece pelo que dispara e termine no que consome. Entre esses dois pontos, cada passo precisa de um nome de responsável. Onde não houver responsável identificável, essa é a primeira fragilidade a anotar, antes de qualquer melhoria.
O que perguntar a quem ainda está na operação
Quem permanece na operação lembra do que quebrou, não do que foi combinado. Perguntas sobre incidentes rendem mais que perguntas sobre arquitetura.
Pergunte o que acontece quando a rotina falha, quem percebe, quanto tempo leva para perceber e o que é feito na mão nesse intervalo. Essas respostas revelam o desenho real, que quase nunca coincide com o desenho pretendido.
O que o levantamento não devolve
O levantamento descreve o que a integração faz hoje. Não devolve a intenção original: por que uma regra de exceção existe, qual acordo comercial ela reflete, o que já foi decidido e esquecido.
Também não compensa quando já existe decisão de substituir a integração, ou quando o volume de execuções torna a leitura de registros impraticável. Nesses casos, o esforço maior está em registrar o comportamento atual antes da troca, não em explicar o que já existe.
Recurso prático
Perguntas de levantamento e onde a resposta costuma estar
| Pergunta sobre a integração | Onde a resposta costuma estar |
|---|---|
| O que dispara a execução | Agendador de tarefas, gatilho no banco, chamada de outra rotina, ação manual |
| Quais dados entram e quais saem | Credenciais de acesso, tabelas de origem e destino, campos com carimbo de tempo |
| Desde quando roda e o que já mudou | Histórico de chamadas do lado que consome e versões anteriores do campo gravado |
| Quem é avisado quando falha | Fila de erros, caixa de alerta, chamados de suporte e nome de quem abriu o último |
| O que depende dela para funcionar | Relatórios, conferências e rotinas que param quando a execução para |
O ponto mais ignorado é o que a integração grava sem sobrescrever: campos acumulativos e estados intermediários que ninguém lembra de conferir, mas que sustentam relatórios em uso.
Conceitos usados nesta página
- Registro de execução — Registro de execução é a evidência de que uma rotina, automação ou tarefa rodou — com identificador, data, insumo, resultado e responsável.
Sobre o que está escrito aqui
Conceitos relacionados: agendador de tarefas · registro de execução · tabela de trânsito · carimbo de tempo · chave de correlação. Exemplos são ilustrativos. Não há cliente, resultado, preço, prazo ou certificação nesta página. Quando o formato indicado é Projeto de implementação, ele descreve uma possibilidade de trabalho — a conversa inicial avalia contexto e aderência.
Para continuar
- Integrações, sistemas e qualidade de dados — Página central do tema
- Exportações manuais: quando ainda fazem sentido — exportações manuais
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