Resposta direta
Quando nenhum sistema tem chave única, o caminho é criar um identificador próprio do cadastro e mantê-lo fora das regras de cada sistema. Esse identificador não depende de nome, documento ou código interno, que mudam e se repetem. A partir dele, cada registro recebe uma origem, uma data de entrada e um responsável. O trabalho seguinte é decidir as regras de correspondência entre registros parecidos e quem tem autoridade para consolidá-los. Sem essa decisão, qualquer integração apenas transporta a duplicidade de um lado para o outro.
- Objetivo
- Organizar um processo
- Formato indicado
- Projeto de implementação
- Atualizado em
O que esta página acrescenta: Trata a criação do identificador e a regra de conflito como decisões de negócio, separadas das regras internas de cada sistema.
O identificador próprio nasce fora dos sistemas
Chave única não é o mesmo que código interno de um sistema. O código interno serve àquele sistema e costuma ser reemitido quando o registro é recriado. O identificador do cadastro precisa sobreviver a troca de sistema, correção de nome e mudança de área responsável.
Na prática, o cadastro ganha um campo de identificação com origem, data de criação e estado. Registros antigos entram com identificação provisória, sem tentar adivinhar correspondências. A consolidação vem depois, com regra escrita e responsável nomeado.
Regra de correspondência é decisão de negócio
Dois registros parecidos podem ser a mesma entidade ou duas entidades distintas. Documento igual não garante que seja o mesmo cliente. Nome igual não garante que seja o mesmo produto. A regra precisa dizer quais campos são comparados, em que ordem e o que acontece quando dois registros entram em conflito.
Quem decide o conflito é a área dona do cadastro, não a área de tecnologia. A tecnologia sustenta o processo e o registro da decisão. O histórico de alterações preserva quem uniu, quando e com base em qual evidência.
O que a identificação não resolve
Um identificador próprio não corrige cadastro incompleto nem dado lançado errado na origem. Também não elimina divergência de regra entre áreas. Se duas áreas discordam sobre o que define um cliente ativo, o identificador só torna a discordância visível.
Em bases pequenas e estáveis, o custo de manter essa estrutura pode superar o benefício. Quando o cadastro é alimentado por uma única fonte e não é compartilhado, a duplicidade costuma ser tratada no próprio ponto de entrada, sem camada adicional.
Recurso prático
Taxa de ambiguidade do cadastro
Taxa de ambiguidade = pares com correspondência provável / pares comparados
- Pares com correspondência provável
- contagem
- pares de registros que a regra de comparação marcou como candidatos à mesma entidade
- Pares comparados
- contagem
- pares de registros submetidos à regra dentro do mesmo lote
- Período do lote
- data
- intervalo de entrada dos registros incluídos na comparação
O erro mais ignorado é comparar a base inteira sem separar por origem. Lotes de origens diferentes produzem taxas muito distintas, e a média esconde justamente onde o problema está concentrado.
Sobre o que está escrito aqui
Conceitos relacionados: chave composta · campo de origem · regra de correspondência · histórico de consolidação · cadastro mestre. Exemplos são ilustrativos. Não há cliente, resultado, preço, prazo ou certificação nesta página. Quando o formato indicado é Projeto de implementação, ele descreve uma possibilidade de trabalho — a conversa inicial avalia contexto e aderência.
Para continuar
- Integrações, sistemas e qualidade de dados — Página central do tema
- Exportações manuais: o que exigir na contrata… — exportações manuais
- Planilhas paralelas: sinais de dependência na… — planilha que virou sistema paralelo
Páginas relacionadas
O mesmo problema em outro objetivo
- Cadastro sem chave única: onde o cruzamento falha — Diagnosticar
- Cadastro sem chave única: como comparar as formas de casar — Comparar alternativas
- Cadastro sem chave única: como medir o que se repete — Explicar medição
- Cadastro sem chave única: como criar uma referência estável — Orientar implementação
- Cadastro sem chave única: o que exigir na contratação — Orientar avaliação e contratação
Outras leituras em Integrações, sistemas e qualidade de dados
- Cliente duplicado entre áreas: como medir a sobreposição — Define o que conta como cliente duplicado, qual base serve de referência e como acompanhar a sobreposição entre áreas ao longo do tempo
- Cliente duplicado entre áreas: quando vale contratar solução — O que avaliar antes de contratar solução para cliente duplicado entre áreas, o que é decisão de dado e o que é decisão de responsabilidade.
- Cadastros sem chave comum: o que cada ligação exige — Compara documento, código interno, e-mail, combinação de campos e identificador externo como chave de ligação, com o custo de manutenção de cada opção.
- Cadastro que não sobrevive à troca de sistema: o que comparar — Compara três caminhos para o cadastro sobreviver à troca de sistema: manter a base antiga como referência, reescrever na nova ou conviver com as duas.
- Chave de ligação ausente: como construir a ponte — Construção de uma chave de ligação entre cadastros sem campo comum, com regra de decisão, tabela de correspondência, exceções e histórico.
