Resposta direta
Sem critério definido antes, a avaliação vira opinião. O caminho é reconstruir a régua: definir a tarefa, registrar como ela é feita hoje e o que se espera dela, e então comparar o piloto contra essa base. O critério precisa de três partes: o que se mede, qual diferença justifica continuar e quem decide. Sem isso, o piloto tende a terminar em discussão sobre impressão, não sobre operação. Medir depois, com o resultado já conhecido, costuma ajustar a régua ao desejo de manter o projeto.
- Objetivo
- Explicar medição
- Formato indicado
- Workshop executivo
- Atualizado em
O que esta página acrescenta: Trata o critério de sucesso como algo a ser reconstruído depois que o piloto já rodou, e não como teste de resposta ou triagem de partida.
A régua vem antes do resultado
Critério de sucesso é uma decisão, não uma descoberta. Ele precisa existir antes de o piloto rodar, ou a avaliação vira conversa sobre impressão. Reconstruir isso depois é possível, mas custa mais: parte do efeito já foi observada e contamina o julgamento de quem acompanhou.
O ponto de partida é a linha de base. Como a tarefa é feita hoje, quanto tempo consome, quantas pessoas tocam nela, quais erros aparecem. Sem base registrada, qualquer comparação fica no relato de quem viu o piloto de perto.
O que entra no critério
Um critério útil tem três partes: o que se mede, qual diferença em relação à base justifica continuar e quem decide. A medida precisa vir do trabalho normal, não de uma demonstração preparada. Volume, tempo gasto e retrabalho costumam informar mais que uma nota de satisfação.
O responsável pelo veredito precisa estar definido antes. Se quem decide é também quem defende o piloto, a medição perde função. Registrar exceções, os casos em que o piloto falhou, importa mais que a média, porque é ali que o limite de uso aparece.
O que a medição não resolve
Medir não prova que o ganho veio da IA. Outras mudanças no período, troca de pessoas, variação de volume, sazonalidade, afetam o resultado. Se o piloto veio junto com reorganização de processo, a leitura fica ambígua e nenhum critério resolve isso.
Também não resolve tarefas de baixa frequência ou de alto julgamento, em que poucos casos não sustentam conclusão. E medir bem não diz se a tarefa deveria existir: há piloto com bom desempenho em processo que a operação faria melhor eliminando.
Recurso prático
Elementos do critério e o que cada um exige
| Elemento do critério | O que precisa estar definido |
|---|---|
| Linha de base | Como a tarefa é feita hoje, com volume, tempo gasto e retrabalho já registrados na operação antes do piloto |
| Critério de aceite | Qual diferença em relação à base justifica manter o piloto, combinada antes de o resultado ser visto |
| Responsável pelo veredito | Quem decide continuar, ajustar ou encerrar, e com qual informação registrada em mãos |
O erro mais comum é definir o critério depois de ver o resultado, o que transforma a medição em justificativa para manter o piloto.
Conceitos usados nesta página
- Critério de aceite — Critério de aceite é a condição objetiva que define quando uma entrega, tarefa ou automação é considerada concluída — verificável por quem recebe, não por quem produziu.
Sobre o que está escrito aqui
Conceitos relacionados: linha de base operacional · critério de aceite · custo por tarefa executada · responsável pelo veredito · registro de exceções. Exemplos são ilustrativos. Não há cliente, resultado, preço, prazo ou certificação nesta página. Quando o formato indicado é Workshop executivo, ele descreve uma possibilidade de trabalho — a conversa inicial avalia contexto e aderência.
Para continuar
- IA aplicada e agentes — Página central do tema
- Agente sem supervisão: riscos e onde colocar… — agentes sem supervisão
- Busca em documentos com IA: quando ajuda e qu… — ferramentas isoladas
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